Quem sou eu

A Oficina tem como objetivo ampliar o olhar crítico dos educandos, instrumentalizando-lhes para uma inserção positiva no mercado de trabalho audiovisual.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Roteiro para pesquisa - plano de negócios

Querid@s,

Conforme discutido a partir do G4, segue o roteiro para quem optar por fazer a pesquisa ao invés do plano de negócios.

Clique aqui para obter o arquivo.


 ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DE PESQUISA SOBRE EMPREENDEDORISMO

A partir das considerações realizadas por vocês sobre o plano de negócios, segue o roteiro abaixo para a pesquisa sobre algum negócio ou empreendimento. Os educandos que optarem por esta pesquisa ao invés do plano de negócios, deverão entrega-lo individualmente. O empreendimento pesquisado pode ser com ou sem fins lucrativos.

  1. Sumário Executivo (resumo do negócio: currículos, missão, ramo de atividade, tributação, divisão de capital)

Faça um breve resumo sobre o empreendimento pesquisado que contenha a sua missão, o ramo de atividade, o enquadramento legal (microempresa, OSCIP, informal, cooperativa, etc.) e suas lideranças. Ao pesquisar sobre aqueles que lideram o empreendimento, busque a experiência e a relação que cada uma das lideranças tinha com o projeto.



  1. Análise de Mercado (clientes, concorrentes e fornecedores)

a)      Quem é o público-alvo/clientes do empreendimento?

b)      Quem são os concorrentes do empreendimento? No caso de um projeto social, questione se há outras ONGs realizando um trabalho semelhante e se há disputa de verbas entre as mesmas.

c)       Como são definidos os fornecedores de material para a efetivação do empreendimento? Quais são os principais fornecedores.



  1. Plano de Marketing (descrição dos produtos, preço, estratégia de propaganda, localização, comercialização)

a)      Quais são os produtos e serviços oferecidos pelo empreendimento?

b)      Como que o negócio/ONG divulga o seu trabalho, seja para os clientes/público-alvo, seja para os patrocinadores (no caso de um projeto social)?

c)       No caso de um empreendimento com fins lucrativos, quais são os preços dos serviços e produtos oferecidos?

d)      Como foi definida a localização do empreendimento?



  1. Plano operacional (estrutura necessária, equipamentos, lay-out da disposição dos objetos)

a)      Qual a estrutura necessária para a existência do empreendimento? Essa estrutura é alugada ou própria?

b)      Faça uma planta da organização desta estrutura necessária ao empreendimento.



  1. Plano Financeiro (Análise de viabilidade  financeira: custo fixo + custo variável + lucro/preço)

a)      Quais são os custos fixos do empreendimento?

b)      Quais são os custos variáveis do empreendimento?

c)       Como é definido o preço dos serviços e produtos oferecidos?

d)      Como é definida a viabilidade financeira do empreendimento?

e)      Quais são os impostos que o empreendimento tem que pagar?

f)       Coo são definidos os rendimentos dos trabalhadores do empreendimento?



  1. Avaliação (fraquezas, ameaças e pontos fortes do negócio – como coletar informações para minimizar os pontos fracos e potencializar os fortes)

g)      Quais são os pontos fortes do empreendimento?

h)      Quais são as fragilidades do empreendimento?

i)        Como que os empreendedores trabalham para fortalecer os pontos fortes e minimizar os possíveis problemas que podem ser gerados pelas suas fragilidades?

Abraços fraternos,
Giba

Contratos de trabalho e modelos de empresa

Querid@s,

Faz tempo que não posto algo, hein!

A pedido de alguns grupos, segue o arquivo com o material que disponibilizei para a oficina de empreendedorismo aplicada no Criar em 2009.

Os valores estão desatualizados, mas permite que tenham uma visão geral das possibilidades de contratos a serem estabelecidos entre vocês e o negócio que estão criando ou seus funcionários.

Clique aqui para acessar o arquivo.

Abraços fraternos,
Giba

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Setor dois e meio

Querid@s,

Começamos a tratar de planos de negócios!

E por que não pensar em gerar renda e construir um mundo melhor?! O vídeo a seguir é a entrevista que passei pra vocês sobre o "Setor dois e meio". Na verdade, não gosto muito deste conceito que se define como algo que não é por inteiro, mas vale a proposta e as dicas para montarmos nosso plano de negócios!

Publico também um texto explicando melhor a proposta do setor dois e meio!

“Contexto de desenvolvimento do setor dois e meio”

Abraços fraternos!
Giba

"Carreira Sustentável"

Querid@s,

Segue um vídeo em que Minarelli expõe os pontos do trecho de seu livro "Carreira Sustentável" lido em aula.
Chamo a atenção para o trecho em que ele chama a atenção para as demandas. Nosso olhar atento e sensível é fundamental para que possamos encontrar em nós a solução para o outro, e a partir daí oferecermos soluções e gerarmos renda!

Abraços fraternos,
Giba

"Pedagogia da Terra"

Querid@s,

Segue o trecho do livro Pedagogia da Terra, do Moacir Gadotti, em que ele trata da discussão sobre sustentabilidade e lido em aula:

"Parece claro que entre sustentabilidade e capitalismo existe uma incompatibilidade de princípios. Essa é uma contradição de base que está inclusive no centro de todos os debates da Carta da Terra e que pode inviabilizá-la. Tenta-se conciliar dois termos inconciliáveis. Não são inconciliáveis em si metafisicamente. São inconciliáveis no atual contexto da globalização capitalista. O conceito de desenvolvimento sustentável é impensável e inaplicável neste contexto. O fracasso da Agenda 21 o demonstra neste quadro, o  “desenvolvimento sustentável” é tão inconciliável quanto a “transformação produtiva com qualidade” defendida pela CEPAL. Como pode existir um crescimento com eqüidade, um crescimento sustentável numa economia regida pelo lucro, pela acumulação ilimitada, pela exploração do trabalho, e não pelas necessidades pessoais? Levando as suas últimas conseqüências, a utopia ou projeto do “desenvolvimento sustentável” coloca em questão não só o crescimento econômico ilimitado e predador da natureza, mas o modo de produção capitalista. Ele só tem sentido numa economia solidária, numa economia regida pela compaixão e não pelo lucro. A compaixão deve ser entendida aqui na sua concepção etimológica original de “compartilhar sofrimento”. Na produção de sua existência, o ser humano divide o peso de sua dor de forma iníqua: para muitos, a dor e para uma minoria o máximo de prazer e consumo. O sofrimento precisa ser distribuído mais democraticamente. E isso só de fará pela justiça social. Há guerras, conflitos, sofrimentos, dor... talvez sempre existirão, mas poder-se-ia ter mais paz se tivéssemos mais justiça. A sociedade é uma utopia contemporânea e como toda utopia, afirma Eduardo Galeano, não serve para nada; serve apenas para caminhar – para nos manter vivos, esperando, lutando, como dizia o  “andarilho da utopia” Paulo Freire. Lutar por um mundo menos malvado, menos feio e mais justo. A utopia do “desenvolvimento sustentável” é certamente contraditória e perece não servir para grandes coisas, mas ela nos prestará um bom serviço, desde já, se nos guiar para uma sociedade do futuro na construção da sociedade.

Para Francisco Gutiérrez, parece impossível construir um desenvolvimento sustentável sem que haja uma educação para isto. Para ele, o desenvolvimento sustentável requer quatro condições básicas. Ele deve ser: 

1-      economicamente factível;

2-      ecologicamente apropriado;

3-      socialmente justo;

4-      culturalmente eqüitativo;

Essas condições do desenvolvimento sustentável são suficientemente claras, auto-explicativas. O desenvolvimento sustentável, mais do que um conceito científico, é uma idéia-força, uma idéia mobilizadora nesta travessia de milênio. “Apesar das críticas a que tem sido sujeito, o conceito de desenvolvimento sustentável representa um importante avanço na medida em que a Agenda 21 global como plano abrangente de ação para o desenvolvimento sustentável no século XXI, considera a complexa relação entre desenvolvimento e meio ambiente numa variedade de áreas” (JACOBI, 1999, p. 18). Como afirmou certa feita Juha Sipilä, diretor do Conselho Metropolitano de Helsinque. “desenvolvimento sustentável significa usarmos nossa ilimitada capacidade de pensar em vez de nossos limitados recursos naturais” (KRANZ, 1995, p.8). Para Leonardo Boff (1999, p.198), “uma sociedade ou um processo de desenvolvimento possui sustentabilidade quando por ele se consegue a satisfação das necessidades, sem comprometer o capital natural e sem lesar o direito das gerações futuras de verem atendidas também as suas necessidades e de poderem herdar um planeta sadio com seus ecossistemas preservados”.
"

Lembrem-se que ele aborda de um determinado espectro político, mas ao citar a compaixão como valor de sustentabilidade, relacionamos às dicas sobre empregabilidade e carreira (ver post seguinte), que tem outra visão política. A opinião política é de vocês, mas a busca por renda e a construção de um mundo melhor e mais criativo é um compromisso nosso!!!!!

Abraços fraternos,
Giba

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

A extraordinária aventura vivida por Vládimir Maiakóvski no verão na Datcha

Querid@s,

Segue o poema de Maiakovski que lemos esta semana;

A Extraordinária Aventura vivida por Vladimir Maiakóvski no Verão na Datcha

A tarde ardia em cem sóis
O verão rolava em julho.
O calor se enrolava
no ar e nos lençóis
da datcha onde eu estava,
Na colina de Púchkino, corcunda,
o monte Akula,
e ao pé do monte
a aldeia enruga
a casca dos telhados.
E atrás da aldeia,
um buraco
e no buraco, todo dia,
o mesmo ato:
o sol descia
lento e exato
E de manhã
outra vez
por toda a parte
lá estava o sol
escarlate.
Dia após dia
isto
começou a irritar-me
terrivelmente.
Um dia me enfureço a tal ponto
que, de pavor, tudo empalidece.
E grito ao sol, de pronto:
¿Desce!
Chega de vadiar nessa fornalha!

E grito ao sol:

¿Parasita!
Você aí, a flanar pelos ares,
e eu aqui, cheio de tinta,
com a cara nos cartazes!

E grito ao sol:

¿Espere!
Ouça, topete de ouro,
e se em lugar
desse ocaso
de paxá
você baixar em casa
para um chá?

Que mosca me mordeu!

É o meu fim!
Para mim
sem perder tempo
o sol
alargando os raios-passos
avança pelo campo.
Não quero mostra medo.
Recuo para o quarto.
Seus olhos brilham no jardim.
Avançam mais.
Pelas janelas,
pelas portas,
pelas frestas
a massa
solar vem abaixo
e invade a minha casa.
Recobrando o fôlego,
me diz o sol com a voz de baixo:
¿Pela primeira vez recolho o fogo,
desde que o mundo foi criado.
Você me chamou?
Apanhe o chá,
pegue a compota, poeta!

Lágrimas na ponta dos olhos

- o calor me fazia desvairar, eu lhe mostro
o samovar:
Pois bem,
sente-se, astro!

Quem me mandou berrar ao sol

insolências sem conta?
Contrafeito
me sento numa ponta
do banco e espero a conta
com um frio no peito.
Mas uma estranha claridade
fluía sobre o quarto
e esquecendo os cuidados
começo
pouco a pouco
a palestrar com o astro.
Falo
disso e daquilo,
como me cansa a Rosta²,
etc.
E o sol:
¿Está certo,
mas não se desgoste,
não pinte as coisas tão pretas.
E eu? Você pensa
que brilhar
é fácil?
Prove, pra ver!
Mas quando se começa
é preciso prosseguir
e a gente vai e brilha pra valer!¿
Conversamos até a noite
ou até o que, antes, eram trevas.
Como falar, ali, de sombras?
Ficamos íntimos,
os dois.
Logo,
com desassombro
estou batendo no seu ombro.
E o sol, por fim:
¿Somos amigos
pra sempre, eu de você,
você de mim.
Vamos, poeta,
cantar,
luzir
no lixo cinza do universo.
Eu verterei o meu sol
e você o seu
com seus versos.

O muro das sombras,

prisão das trevas,
desaba sob o obus
dos nossos sóis de duas bocas.
Confusão de poesia e luz,
chamas por toda a parte.
Se o sol se cansa
e a noite lenta
quer ir pra cama,
marmota sonolenta,
eu, de repente,
inflamo a minha flama
e o dia fulge novamente.
Brilhar para sempre,
brilhar como um farol,
brilhar com brilho eterno,
Gente é pra brilhar
que tudo o mais vá prá o inferno,
este é o meu slogan
e o do sol.


1920 (tradução de Augusto de Campos)


Envio também um vídeo com o poema interpretado por Leonardo Brício, na peça Deserto Iluminado



E  um site maravilhoso (olha aí, pessoal de VI) de poesia concreta, com vídeo, aúdio, etc!

No site encontrei um vídeo com a interpretação do poema O Pulsar, de Augusto de Campos (o mesmo que traduziu o poema de Maiakóvski para o português) interpretado por Caetano Veloso!



Busquem o seu Sol e brilhem pra valer!
Desapeguem e deixem a raiva fluir e seguir embora!
Permitam o Sol do outro e façam valer o seu potencial!


Abraços fraternos,
Giba

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Soldados de chumbo

Querid@s,

Antes de sair para a festança de ano-novo, segue o último presente do G1. Infelizmente, não anotei e me deu branco (me ajudem, por favor!!!!) de quem nos trouxe este presente... O poema "Soldado de chumbo", de Serginho Poeta:

Segue também o link para o áudio do poema e um vídeo com a declamação de Serginho no sarau do Binho (o link está ao lado)



SOLDADOS DE CHUMBO

Quando apagam a luz                                                                                            

Da última cela do meu pavilhão                                                                           

Um clarão vem iluminar a minha janela                                                                

É a lua

Não sei o que seria de mim se não fosse ela

O sentinela caminha de um lado para outro

Acende um cigarro...

Um carro passa por trás da muralha

Não posso vê-lo, apenas ouvi-lo

Não posso tocá-lo, mas posso senti-lo


É engraçado

Não fosse pelo andar desengonçado

Pela deselegância

Diria que o homem fardado

Se parece com alguns soldados de chumbo

Que ganhei na minha infância

Minha mãe trabalhava

Por quanto tempo durasse o dia

E acaso, não fosse o bastante

Seu esforço tinha a noite como companhia

Às vezes, me levava para o emprego

E eu ficava confinado à área de serviço

Talvez porque a patroa não gostasse de negros

Circulando pelos cômodos do seu luxuoso cortiço

 

Quando acordava de bom humor

Danava-se a falar do moleque sem cor

Que queria que fosse engenheiro

Sei que minha mãe sonhava pra mim

Um futuro semelhante

Mas quando olhava pro neguinho

Com ar de maloqueiro

Arriava o semblante e sofria

Como quem descobre uma infinita distância

Entre desejo e realidade

 

Certo dia

A madame me deu de esmola

A Guarda Real Britânica

Em formato de miniaturas

Criaturas sem pernas ou braços

Que o pequeno engenheiro enjoou

Eu tinha, lá em casa

Uma tribo com dezenas de caixas de fósforos

Daquelas amarelas

Com a figura de um índio estampado nos rótulos

Vivazes, meus amigos me eram sagrados

E estavam sempre prontos

Para conterem a invasão

Dos soldadinhos amputados

Outros mais me foram dados

Mas minha tribo sempre vencia

Por mais que o pelotão crescesse

Era como se pelo menos ali, naquele dia

O neguinho também vencesse

 

Eu era pequeno, gigante na minha imaginação

Não creio que o fabricante mais astuto

Pudesse imaginar que seu produto

Fosse além de acender cigarro ou fogão


À noite

Quando minha mãe voltava pra casa

Silenciávamo-nos a todo custo

Para velarmos seu sono tão justo

Depois, cada peça do meu invento

Ia para debaixo do colchão

Ao lado do bloco de cimento

Que sustentava minha cama

A dois palmos do chão

Quando Deus achou que era a hora

Resolveu levar minha santa senhora

Antes que ela pudesse perceber

No que a vida me transformou

Se foi ganância, fraqueza ou necessidade

Não sei

Ninguém nunca me explicou

 

Amanhã, é dia de visita

Meu filho, a criança mais bonita

Virá me conhecer

Vou rezar até o amanhecer

Para que a vida também não o torne um bandido

Para que seja talvez como minha mãe sonhou 

Um profissional bem-sucedido

E se acaso eu perceber

Que ainda existe uma infinita distância

Entre desejo e realidade

Maior terá que ser meu pensamento

Mais forte há de ser minha vontade!

 

Abraços fraternos

Giba

Eu, Etiqueta

Querid@s,

Mais um presente da Polyana do G1. Um texto de 1984, de Carlos Drummond de Andrade. Tem tudo a ver com a campanha e os vídeos feitos por vocês para a Campanha Criar 2012!

Segue também um vídeo feito pelo pessoal da Universidade Federal do Ceará, com o poema interpretado pelo saudoso Paulo Autran...



EU ETIQUETA

Em minha calça está grudado um nome
Que não é meu de batismo ou de cartório
Um nome... estranho.
Meu blusão traz lembrete de bebida
Que jamais pus na boca, nessa vida,
Em minha camiseta, a marca de cigarro
Que não fumo, até hoje não fumei.
Minhas meias falam de produtos
Que nunca experimentei
Mas são comunicados a meus pés.
Meu tênis é proclama colorido
De alguma coisa não provada
Por este provador de longa idade.
Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro,
Minha gravata e cinto e escova e pente,
Meu copo, minha xícara,
Minha toalha de banho e sabonete,
Meu isso, meu aquilo.
Desde a cabeça ao bico dos sapatos,
São mensagens,
Letras falantes,
Gritos visuais,
Ordens de uso, abuso, reincidências.
Costume, hábito, permência,
Indispensabilidade,
E fazem de mim homem-anúncio itinerante,
Escravo da matéria anunciada.
Estou, estou na moda.
É duro andar na moda, ainda que a moda
Seja negar minha identidade,
Trocá-la por mil, açambarcando
Todas as marcas registradas,
Todos os logotipos do mercado.
Com que inocência demito-me de ser
Eu que antes era e me sabia
Tão diverso de outros, tão mim mesmo,
Ser pensante sentinte e solitário
Com outros seres diversos e conscientes
De sua humana, invencível condição.
Agora sou anúncio
Ora vulgar ora bizarro.
Em língua nacional ou em qualquer língua
(Qualquer principalmente.)
E nisto me comparo, tiro glória
De minha anulação.
Não sou - vê lá - anúncio contratado.
Eu é que mimosamente pago
Para anunciar, para vender
Em bares festas praias pérgulas piscinas,
E bem à vista exibo esta etiqueta
Global no corpo que desiste
De ser veste e sandália de uma essência
Tão viva, independente,
Que moda ou suborno algum a compromete.
Onde terei jogado fora
Meu gosto e capacidade de escolher,
Minhas idiossincrasias tão pessoais,
Tão minhas que no rosto se espelhavam
E cada gesto, cada olhar
Cada vinco da roupa
Sou gravado de forma universal,
Saio da estamparia, não de casa,
Da vitrine me tiram, recolocam,
Objeto pulsante mas objeto
Que se oferece como signo dos outros
Objetos estáticos, tarifados.
Por me ostentar assim, tão orgulhoso
De ser não eu, mas artigo industrial,
Peço que meu nome retifiquem.
Já não me convém o título de homem.
Meu nome novo é Coisa.
Eu sou a Coisa, coisamente.


Abraços fraternos, 
Giba

Decisões

Querid@s,

Ainda no G1, a Polyana nos presentou com esta poesia que fala um pouco de nossas discussões sobre projeto de vida e do processo de avaliação...

DECISÕES

Talvez tenhamos que tomar decisões muito difíceis em nossas vidas,
Pensar no que vai ser melhor,
ou até fazer coisas que gostamos,
mas antes de tudo viaje em teus pensamentos


Será que temos postura?
O que é postura?
Eu tenho?
Procure ter postura para assumir o que faz,
pois está sendo vigiado,
o tempo não para.


Antes de tudo pense em tomar decisões,
tenha uma postura correta
não porque os outros mandam,
mas, sim, porque você sabe o que está pensando.
Reflita e faça o melhor
Você é único!

Abraços fraternos,
Giba

Meu falso amor de 10 segundos

Querid@s,

Nos combinados e informes do G1, fomos surpreendidos por esse texto anônimo...

Fucei a net (ou melhor, ele deu uma dica no texto) e descobri que nosso apaixonado anônimo tem um blog. Fiquei em dúvida em passar o link e preferi deixar um trabalhinho para os curiosos de plantão.

Enquanto ninguèm corre atrás (afinal, estamos de férias), segue o primeiro texto de nosso escritor apaixonado!

Meu Falso Amor-De-10-Segundos.

Em um mundo onde o amor fechou a loja sempre tem um que ainda procura transbordar e trabalhar o sentimento por conta própria.

Há milhares de pensamentos dentro de mim que eu mesmo não sei quão forte eles são, até que me pego em um momento como esses pra escrever. Andei sumido, perdido, vivido. Meus dias se tornaram inesquecíveis e presenciei momentos que jamais terei no currículo novamente. Atuar e dirigir minha própria vida têm sido uma experiência surreal, ainda mais quando minha alma implora por ajuda nessa caminhada e não ouve resposta. É preciso coragem para ser o autor de sua vida.


Coragem. Habilidade de confrontar o medo, a dor, o perigo, a incerteza. Uma pessoa corajosa é uma pessoa que, mesmo com medo, faz o que tem a fazer. Isso me assusta e me fascina ao mesmo tempo, porque fazer não é nada fácil, ainda mais quando você esbarra no limite de outro alguém. Mas digo e repito novamente, o mundo é sempre de quem tem coragem. Prometa-me que você sempre vai se lembrar disso: você é mais corajoso do que você acredita, mais forte do que você parece, e mais inteligente do que você pensa. Ando pensando assim. E o que não me faz encorajar, estremecer, pensar, desatinar, não merece fazer parte da minha vida. E eu encontrei alguém que está preenchendo todos esses requisitos e uns outros mais.


Isso tudo é uma parada confusa mas foi a coragem que me permitiu vir aqui hoje e escrever tudo isso. Dizer que você me faz rir por dentro, me faz ver o mundo de uma maneira diferente, pensar por dois e sempre desejar o bem. O mais legal de tudo é fazer o bem, sempre sorrir e ter a cabeça tranquila em busca de palavras pra expressar todo meu carinho e admiração por alguém que também teve a coragem de me mostrar o que tinha de abstrato, o que tava guardado do lado esquerdo do peito, o que eu realmente me importo… isso tudo que estou escrevendo aqui vem de dentro, sem julgar a razão, sem discriminar a vontade. E não dou a mínima importância em dizer que agora você toma meu sono, distrai o meu destino, e em duas simples palavras dizer, te amo. 


E, SIM, esse sou eu que resolvi transbordar e trabalhar o sentimento por conta própria.


Eu tô passando por cima de muitas convicções, aqui. Eu tô quebrando uma porção de outras regras, também. Encontrava seu limite e mudava o rumo de tudo e buscava me focar em outra coisa, mesmo sempre havendo aquela escapadela que sempre me forçava a tentar te dizer alguma coisa carinhosa, que você gostasse, que te faria sorrir. Eu sempre procuro agradar quem me agrada justamente por você ser aquele tipo de pessoa capaz de me surpreender positivamente, daquelas que eu pensava não existir mais. E hoje já me ocupam cada centímetro do peito os diferentes sentimentos que eu vivia na ocasião em que te conheci, e já faz tempo que eu queria te falar dessas coisas que trago no peito. 


Nada mais sensato está nos meus pensamentos além dessa insanidade boa que me dá vontade de querer sair daqui a qualquer momento no primeiro ônibus e ir te encontrar, pra ganhar aquele abraço que ganhei um dia desses, daqueles que trazem mais do que calor. Talvez assim eu te faria me conhecer um pouco melhor. Posso até me acostumar e deixar você fugir. Posso até me acostumar da gente se curtir ainda mais. E eu perdi sim um pouco a cabeça, perdi todo o controle com tudo isso. E eu não sei onde te guardar a não ser dentro do coração e da memória. Às vezes a gente não percebe que o que a gente mais procura e precisa pode estar bem do nosso lado, até que ela esbarra em ti pra que tu perceba. Eu precisei desse esbarrão seu pra mais uma vez perceber que você não era uma dessas que se encontra em qualquer esquina. 


Tenho que dizer, não consigo mais aguentar… cada dia deveria ser um novo dia pra te fazer sorrir e encontrar uma nova forma de me apaixonar. Não há como escapar desse aperto no coração porque agora eu quero isso novamente, desejando que eu pudesse estar junto de você. Você parece algo muito real. Você tem forma e conteúdo de algo real. Pudera eu ser quem você desejava, pudera eu ser quem você sempre desejou o tempo todo sem que eu soubesse. Mas a gente não pode evitar o sentimento. Talvez saiba demais. Talvez eu a tenha deixado saber demais e metade do que eu digo pode não fazer sentido, mas eu digo só pra chegar até você. Abra sua mente, braços e coração pra coisas novas e pessoas, estamos unidos nas nossas diferenças. Algumas oportunidades só aparecem uma vez, bem como eu posso ser uma dessas. Nunca me senti desse jeito e nem imaginava que existia coisa tão boa pra sentir nessa vida, por mais simples que seja eu chegar e deixar que você saiba de mim, mas o simples nunca foi fácil, muito menos pra quem possui um coração no lugar onde tantos possuem uma pedra de gelo. Digo isso com veemência mas sei que tenho um coração inconstante e um peso na minha cabeça, vai ver é porque encontrei você no meio de tanta gente, entre tanta gente chata e sem nenhuma graça você veio, e isso me atrapalhou bastante as idéias e desordenou meu juízo. Por isso que, no fim do dia, eu só queria um abraço teu que fosse capaz de acalmar toda essa insanidade que tem passado pela minha cabeça por esses dias. E nada funciona melhor do que ter alguém que você ama te abraçando.


Você se tornou uma possibilidade minha, e até pode me apagar se quiser ou queimar o rascunho dessa história, mas quando estiver pronta nós vamos nos encontrar novamente. Se for verdadeiro vai acontecer, independente de tempo e distância, e o que me permite acreditar em qualquer coisa é a esperança que carrego comigo. Todos nós esperamos e isso é o que nos mantém vivos. Nós todos temos os mesmos medos e inseguranças. Todos nós precisamos de amor, mas até pra te amar sozinho eu preciso da tua ajuda.


Então que seja assim, a gente se encontra em outra ocasião. Você sempre foi e sempre vai ser minha paixão-de-10-segundos, só que agora essa unidade de tempo mudou pra algo indeterminado que o qual não tenho a mínima vontade de limitar e medir, justamente por não existir maneira de medir o desmedido. Não há paixão sem amor e esse sentimento sempre vale a pena, desde que você tenha vontade. É no abrigo um do outro que a gente vive.


Eu descobri uma razão pra continuar a ser quem eu costumava ser. Uma razão que me fez achar graça em mim mesmo. Uma razão pra não desistir de novo, e essa razão é você.

Em tempo: O que o amor tem a ver com trabalho? Um texto deste é trabalho! É descobrir em nós o amor pelo mundo e vivê-lo. Infelizmente, somos mutilados pela fantasia da liberdade pelo emprego e pelo salário. Descubram o trabalho que vcs amam e vivam-no. Quanto aos empregos, são estratégias para sobrevivermos nesse mundo. Quanto mais relacionados aos seus amores, maior sucesso vocês terão!

Abraços fraternos
Giba

"Mudar o mundo sem tomar o poder"



Querid@s,

Tentei achar o trecho que li em sala do livro "Mudar o mundo sem tomar o poder", de John Holloway, mas não encontrei, de qualquer maneira, segue a dica de leitura.




Abraços fraternos
Giba